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terça-feira, 5 de abril de 2011

Buraco na camada de ozônio atinge nível recorde no Ártico

Bom dia amigos do Impactogeo, bem-vindos à interatividade com a Geografia!

Hoje mais uma vez um post importante para todos que acompanham as mudanças climáticas que estão ocorrendo em nosso planeta. Os cientistas céticos afirmam que não há nenhuma comprovação de Aquecimento Global, pois bem, o que eles diriam sobre a informação que o Impactogeo traz abaixo? Uma resposta que todos gostariam de ouvir.

Curtam bastante as informações abaixo e repassem todo esse conhecimento que vocês estão adquirindo ok. Abraço a todos!

O buraco na camada de ozônio acima do Ártico chegou a nível recorde segundo informações da Organização Meteorológica Mundial divulgadas nesta terça-feira (5). A diminuição na camada acima da área chegou a 40% durante o inverno no hemisfério norte. O recorde anterior era de 30%.

Para a OMM, substâncias que destroem a camada de ozônio continuam a ser emitidas como o clorofluorcarbonetos (CFCs) - lançados na atmosfesta por extintores de incêndio, sprays e refrigeradores. Apesar de recorde, o número já era esperado pelos especialistas do órgão ligado às Nações Unidas (ONU).

A perda de ozônio na atmosfera também acontece sobre a região da Antártida. Mas segundo a OMM, os danos na região polar do hemisfério sul estão diminuindo com o tempo, com a recuperação da camada no local.

Proteção

A camada protege a superfície terrestre da exposição exagerada a raios ultravioletas, que podem causar câncer na pele, cataratas nos olhos e comprometer o sistema de defesa do corpo de humanos. Os danos também atingem outros animais e plantações.
A medição foi feita durante o inverno no hemisfério norte, que terminou durante o mês de março. Segundo a OMM, o frio excessivo na estratosfera - região onde fica a camada de ozônio - pode ser uma das causas para a diminuição recorde.
Quando a temperatura nesta parte da atmosfera - entre 10 a 50 quilômetros de altitude, acima da maior montanha da Terra, o Everest, com 8.849 metros de altura - fica abaixo de 78 graus Celsius negativos, o efeito nocivo na camada de ozônio acontece, já que nuvens se formam nas regiões polares e reagem com a camada.
O Protocolo de Montreal, estabelecido há 31 anos, havia combatido o uso de substâncias emissoras de CFCs, mas, para o braço meteorológico da ONU, a causa para a perda de ozônio ainda está ligada a atividades humanas que destroem a camada. O objetivo final do acordo é que os níveis de destruição da camada sejam menores do que eram em 1980.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

AS ILHAS TUVALU E OS EFEITOS DO AQUECIMENTO GLOBAL

Ilhas do Pacífico submersas devido ao aquecimento climático
Costas corroídas, lençóis freáticos salinizados, primeiros êxodos de refugiados “climáticos”: o aquecimento climático já é uma dura realidade para a maioria dos insulares do Pacífico. Do mesmo modo, é dada prioridade a programas que permitam a esta população e ao seu ambiente adaptar-se à nova situação climática. Estes programas beneficiam do apoio da União Europeia.




Todos os domingos, uma centena de imigrantes do Tuvalu se reúne para a missa em Te Atatu South, uma localidade da periferia a oeste da cidade de Auckland. Nas dependências do centro que lhes foi emprestado pelo Lion's Club, as famílias se instalam em esteiras colocadas diretamente no chão, para acompanharem a pregação, na qual a única língua praticada é o tuvaluano. Algumas das mulheres estão enfeitadas com uma flor de pluméria, um arbusto de aroma almiscarado, nos cabelos, enquanto a maior parte dos fiéis fala entre si na língua do seu país de origem.
O arquipélago de Tuvalu, um Estado da comunidade britânica situado a alguns milhares de quilômetros ao norte da Nova Zelândia, é uma das menores nações que existem no mundo, pelo seu tamanho -26 km2 de superfície terrestre- e a sua economia. Ela não conta com mais do que 11.000 habitantes, distribuídos por 9 ilhas e atóis de recifes de corais. Mas, segundo o mais recente censo, o número dos imigrantes do Tuvalu que vivem hoje na Nova Zelândia já passou para mais de 2.600, ou seja, eles são cinco vezes mais numerosos do que quinze anos atrás. Além disso, o seu número poderia aumentar ainda mais, pois a comunidade está preocupada.



Da mesma forma que o arquipélago de Kiribati ou as ilhas Marshall, mais ao norte, Tuvalu integra o conjunto dos pequenos países do Pacífico que estão ameaçados pelo aquecimento climático. Segundo o Grupo de Peritos Intergovernamental sobre a Evolução do Clima (cuja sigla em francês é GIEC), o nível médio dos oceanos deverá subir numa proporção de 18 a 59 centímetros daqui até 2100. Para estas ilhas, situadas exatamente acima do nível do mar, isso seria uma catástrofe. "Nenhum local em Tuvalu está situado a mais de 5 metros de altitude. As áreas situadas a apenas 50 centímetros acima do nível do mar irão sofrer enchentes permanentes no decorrer deste século", afirma John Hunter, um oceanógrafo na universidade da Tasmânia.Tradicionalmente, os habitantes de Tuvalu costumavam emigrar por razões econômicas, uma vez que as chances de desenvolvimento no arquipélago sempre foram limitadas. Durante muito tempo, eles migraram para a ilha de Nauru -entre os atóis de Tuvalu e da Papua-Nova Guiné- para trabalharem nas minas de fosfato. Mas, já faz alguns anos, a ameaça climática tornou-se um motivo adicional para o seu exílio. Misalaima Seve, que é originária de Fongafale, o atol onde fica Funafuti, a capital do Tuvalu, diz que acabou optando por ir embora de lá por temer a subida das águas."Eu comecei a ver muitas coisas mudarem. Agora, o mar passou a encobrir a terra por ocasião das grandes marés", garante esta mulher idosa, falando num inglês hesitante.

Silou Temoana, que está instalada há alguns anos na Nova Zelândia, afirma, por sua vez, ter observado diversas mudanças em sua ilha de Niutao, ao norte do Tuvalu. "A quantidade de terras está menor do que quando eu era criança, e, ao mesmo tempo, aumentou o número de pessoas. Está se tornando cada vez mais difícil cultivar plantas a contento". Telaki Taniela, um pai de família que vive com os seus cinco filhos num bairro da periferia de Auckland, faz uma constatação similar: "Eu fui embora do Tuvalu porque estava ficando preocupado com o aquecimento climático. Hoje, as grandes marés são mais freqüentes. Não faltam aqueles, em Tuvalu, que se recusam a acreditar nisso, que chegaram à conclusão de que Deus jamais permitirá que isso aconteça. Mas, cedo ou tarde, eles serão obrigados a se conscientizarem da situação".

Observações por satélite e por meio de medidores vêm sendo realizadas já faz cerca de quinze anos na tentativa de se medir a elevação do nível do mar, mas este período seria curto demais para se tirar quaisquer conclusões, avisam os cientistas. "As estimativas que nós temos apontam que, de 1950 a 2001, o nível do mar subiu, em média, 2 milímetros por ano. Mas, por causa da aceleração da elevação do nível do mar que nós passamos a observar nos últimos tempos, o fenômeno poderia agravar-se em Tuvalu", explica John Hunter.

Alterações no ecossistemaNa opinião de Simon Boxer, que foi encarregado de estudar a questão pelo Greenpeace da Nova Zelândia, este, de qualquer forma, não é o único perigo que ameaça a região: "As populações das pequenas nações do Pacífico vão estar confrontadas a alterações no seu ecossistema antes mesmo de serem inundadas, tais como a salinização do seu sistema de abastecimento de água e das suas áreas cultivadas". Um outro risco é a recorrência de fenômenos climáticos extremos, que poderiam ser devastadores para essas pequenas ilhas.

Contudo, o aquecimento climático não seria a única causa de desastres potencial. Os cientistas apontam igualmente para a ameaça que representam as más práticas de ocupação do solo na ilha da capital. "Desde a independência, em 1978, a população passou de 700 para 5.000 habitantes em Fongafale. Além disso, a construção de calçadas acabou modificando os traçados das marés", comenta John Connell, um geógrafo na universidade de Sydney e especialista nas ilhas do Pacífico. Para Chris de Freitas, um professor na escola de geografia da universidade de Auckland, "enchentes vêm ocorrendo da maneira evidente nas ilhas do Tuvalu, mas, neste caso, não é exatamente o aquecimento climático provocado pelo homem que está na origem deste fenômeno. Elas são o resultado da erosão e de projetos imobiliários que vêm provocando um afluxo da água do mar".

Este é um ponto de vista que poucos imigrantes parecem estar dispostos a ouvir, pois muitos deles estão convencidos de estarem pagando o preço necessário para adquirir o modo de vida dos países ocidentais. Há alguns anos, o governo de Tuvalu havia até mesmo ameaçado entrar com uma ação na justiça contra a Austrália e os Estados Unidos por estes não terem ratificado o Protocolo de Kyoto. Fala Haulangi, uma das principais lideranças da comunidade tuvaluana em Auckland, não admite qualquer questionamento: "Nós não nos valemos do pretexto do aquecimento climático para emigrar. Os nossos familiares e os habitantes mais idosos estão bem lá onde estão nas suas ilhas, eles não têm a menor vontade de irem embora de lá". E Telaki Taniela acrescenta: "Nós deveríamos pleitear o estatuto de refugiados climáticos, pois nós pertencemos a uma nação limpa, que tem sido vítima das ações dos grandes países".

Por enquanto, a Nova Zelândia autoriza anualmente 75 imigrantes do Tuvalu a se instalarem em seu território -em função de um programa de imigração para as ilhas do Pacífico-, sem, contudo, reconhecer seu direito ao estatuto de refugiados ambientais. Em Auckland, a comunidade do Tuvalu organiza regularmente cerimônias e festas noturnas tradicionais com as quais ela tenta preservar a sua cultura. "A migração pode ser uma solução, mas se o nosso país for submerso, as nossas tradições correm o risco de perder-se, pois elas serão absorvidas pela cultura do país onde nós estaremos instalados", teme Silou Temoana.

Na Nova Zelândia, poucos são aqueles, entre os membros da nova geração, que planejam retornar ao arquipélago dos seus pais.

Fonte: Le Monde - Tradução: Jean-Yves de Neufville - De Marie-Morgane Le Moël - Enviada especial do Le Monde a Auckland (Nova Zelândia)


PAÍSES COSTEIROS

Além das ilhas-nações, países costeiros baixos também estão ameaçados pela elevação do nível do mar. Em 2000, o Banco Mundial publicou um mapa demonstrando que um aumento de 1 metro no nível do mar inundaria metade dos arrozais de Bangladesh. Com a previsão de um aumento de até 1 metro para este século, a população de Bangladesh seria forçada a migrar, não em milhares e sim em milhões. Para um país de 134 milhões de habitantes, já figurando entre os países de maior densidade populacional do mundo, a experiência seria traumática. Para onde iriam esses refugiados climáticos?

O cultivo do arroz em baixadas ribeirinhas em outros países asiáticos também seria afetado, incluindo a Índia, Tailândia, Vietnã, Indonésia e China. Uma elevação de 1 metro no nível do mar colocaria mais de um terço de Xangai submersa. Na China como um todo, 70 milhões de pessoas estariam vulneráveis a 100 anos de ressacas. O efeito do aumento do nível do mar mais fácil de ser medido é a inundação de áreas costeiras. Donald F. Boesch, do Centro de Ciências Ambientais da Universidade de Maryland, EUA, calcula que, para cada milímetro de elevação, a faixa litorânea regride, em média, 1,5 metro.

Assim, caso o nível do mar se eleve em 1 metro, o litoral recuará 1.500 metros. Com tamanha elevação, os Estados Unidos perderiam 36 mil km2 de terra com a perda maior nos Estados do Atlântico e do Golfo. Grandes áreas de Manhattan e o Capitólio em Washington, D.C., seriam inundados pela água do mar, com 50 anos de ressacas. Uma equipe do Woods Hole Oceanographic Institute calculou a perda de terra em Massachusetts pela elevação do mar, à medida que o aquecimento avança.

Utilizando as modestas projeções de elevação do nível do mar até 2025, da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, a equipe calculou que Massachusetts perderia 7.500 a 10 mil acres (3.035 a 4.047 hectares) de terra. Com base apenas na estimativa menor e num valor nominal da terra de US$ 1 milhão por acre para terrenos frontais ao oceano, isso significará uma perda de, no mínimo, US$ 7,5 bilhões em propriedades de alto valor. Algumas das 72 comunidades costeiras incluídas no estudo perderiam muito mais terras do que outras. Nantucket poderia perder mais de 6 acres e Falmouth, 3,8 acres, anualmente.

EUA X MUNDO

Os valores imobiliários costeiros, provavelmente, serão um dos primeiros indicadores econômicos a refletirem a elevação do nível do mar. Aqueles com grandes investimentos em propriedades de praia serão os mais afetados. Uma elevação de meio metro nos Estados Unidos causaria perdas entre US$ 20 bilhões e US$ 150 bilhões. Propriedades de praia, da mesma forma que usinas nucleares, estão se tornando impossíveis de serem asseguradas, como muitos proprietários na Flórida já descobriram.

Muitos países em desenvolvimento, que já lidam com crescimento populacional e competição intensa por espaço para moradia e cultivo, hoje, se defrontam com a perspectiva do aumento do nível do mar e perdas substanciais de terra. Alguns dos países mais diretamente afetados foram os menos responsáveis pelo acúmulo do CO2 atmosférico, causador desse problema. Enquanto os americanos enfrentam perdas de propriedades valiosas à beira da praia, os povos de ilhas baixas se defrontam com algo muito mais grave: a perda da sua nacionalidade.

Eles estão aterrorizados com a política energética dos Estados Unidos, considerando os EUA uma nação, indiferente à sua adversidade e sem disposição de cooperar com a comunidade internacional para a implementação do Protocolo de Kyoto. Pela primeira vez, desde o início da civilização, o nível do mar começou a se elevar numa escala mensurável. Tornou-se um indicador a ser observado, uma tendência que poderá forçar migrações humanas de dimensões inimagináveis. Também suscita questões, jamais enfrentadas pela humanidade, sobre a responsabilidade perante outras nações e as futuras gerações.

Saudações do Prof. Joka a todos os visitantes do Blog de Geografia mais comentado de Floriano.

Estudo diz que mar avança 4 milímetros por ano no Brasil

Olá queridos alunos, mais uma vez o Impactogeo vem trazendo informações valiosas a respeito de temas importantes abordados na Geografia e na nossa atualidade. Desta vez, trago nesse post uma informação a respeito do aumento dos níveis dos oceanos, o que está gerando grande temor nas populações litorâneas. Um estudo desenvolvido pelo Laboratório de Marés e Processos Temporais Oceânicos (Maptolab) do Instituto Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo (USP), revelou que o mar na costa brasileira está avançando cerca de 40 centímetros por século, ou 4 milímetros por ano.






A pesquisa se baseou em dados coletados em diversos portos ao longo do litoral do Brasil desde 1980. Os estudiosos levaram em conta as médias de variações diárias, sazonais e anuais do nível do mar, o que permitem uma melhor avaliação local de longo prazo.

Para tanto, foram distribuídas estações permanentes de medição ao longo de toda a costa com a participação de diferentes instituições. O Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), a Diretoria e Navegação (DHN) da Marinha do Brasil, o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o IO participam das pesquisas.





Diversos itens podem influenciar na alteração do nível do mar, entre eles, o volume de água doce presente no oceano em decorrência do degelo polar, a variação de salinidade da água, a alteração de temperaturas em consequência do aquecimento global, fenômenos atmosféricos e oceânicos, como a influência dos ventos e das marés, além do posicionamento das órbitas dos planetas.

O professor e pesquisador Afranio Rubens de Mesquita, do Maptolab, chama a atenção para a variação vertical da crosta terrestre observada durante medições de sua equipe na região de Cananéia, litoral sul de São Paulo. Um movimento de afundamento vertical da crosta de 0,11 centímetros por ano, está elevando o nível do mar em 0,38 centímetros por ano.

Outras séries de medições ao longo do litoral do país indicam a mesma tendência de elevação. O pesquisador explica que esse número é preocupante e que o mar poderá ameaçar toda costa brasileira no futuro. Um estudo em caráter global seria essencial para compreender melhor o problema, mas são muitas as dificuldades e poucos recursos financeiros.


Santa Catarina
Desde o início do mês, ressacas vêm atingindo o litoral de Florianópolis, em Santa Catarina, gerando diversos prejuízos. Na praia da Armação, no sul da Ilha, o mar avançou 10 metros no último sábado (22). Segundo a Defesa Civil, sete casas tiveram que ser interditadas e algumas foram arrastadas pelas águas ainda nesta quarta-feira (26). O Exército e a Marinha estão trabalhando para formar barreiras de contenção com sacos de areia. A passagem de um ciclone extratropical pelo oceano contribuiu para a agitação marítima.

Foto: No topo, destruição causada pelo avanço do mar na praia do Bessa, litoral norte da Paraíba. Os altos muros de proteção servem de barreira para impedir a entrada da água nas casas. Abaixo, o gráfico mostra a elevação do nível do mar na região de Macaé, RJ, entre os anos de 2002 a 2006. Crédito: Apolo11/IBGE.