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domingo, 11 de julho de 2010

ESPECIAL: CHOQUE DE CIVILIZAÇÕES

Bem amigos do Impactogeo.. (copiei o Galvão Bueno!!)
Estou começando a postar hoje um especial muito interessante elaborado pela Revista Veja sobre o choque entre civilizações no Oriente Médio e no Ocidente. Desde o 11 de Setembro que muitas são as polêmicas que surgem sobre o terrorismo, o imperialismo norte-americano e a posição do mundo a respeito desse tema.
Espero que todos vocês gostem das postagens que virão depois, pois tentei caprichar nesse domingo especial de final do Mundial de Futebol na África do Sul e vou continuar postando com todo carinho para todos que visitam esse blog. Abraço a Todos!!!

                                                                                                                Prof. Joka

CONTEXTO

Nascimento das "guerras santas"
Antecedentes: A luta por espaço e influência vem das Cruzadas

Em meio à luta contra o terror detonada pelo 11 de Setembro, o presidente americano George W. Bush referiu-se à empreitada da coalização ocidental no Oriente Médio e no Afeganistão como uma "cruzada". A declaração tingiu uma batalha legítima contra o radicalismo com cores de anti-islamismo, trazendo à tona lembranças dos mais duros embates entre cristãos e o Oriente Médio, entre Ocidente e o Islã: as Cruzadas da Idade Média. Há um sentido útil nisso, porém: recuar no tempo pode ajudar a compreender a luta por espaço e influência exacerbada a partir do século XI - há 1.000 anos, portanto - quando os primeiro católicos tentaram tomar Jerusalém dos muçulmanos.

Por muito tempo, o Ocidente praticamente não existiu nos pensamentos dos muçulmanos - e não havia mesmo razão para que os orientais se ocupassem dele. Nascido na Península Arábia, o Islã vinha alargando suas fronteiras desde o século VII. Às vezes pelo fio da espada, mas mais freqüentemente pela simples adesão à fé do profeta Maomé. Os muçulmanos estavam estabelecidos no sul da Espanha e na Sicília, de onde os cristãos já começavam a desalojá-los. A leste, haviam englobado uma porção do que antes fora a Cristandade - inclusive Jerusalém, ocupada em 638. Mas as linhas fronteiriças com o mundo cristão eram estáveis. Não havia nelas, no geral, um estado de guerra. Boa parte do crédito cabe ao Islã, que praticava a tolerância religiosa e mantinha Jerusalém aberta "às três fés de Abraão" - o islamismo, o cristianismo e o judaísmo. No século XI, porém, a balança pendeu para o lado do conflito armado. Tribos nômades de turcos seljuk abocanharam toda a Ásia Menor (a moderna Turquia), reduzindo o Império Bizantino quase que só à Grécia e à Constantinopla (hoje Istambul).

O imperador de Bizâncio pediu socorro, e foi ouvido pela Europa. Em 1095, o papa Urbano II atendeu ao apelo do imperador com um chamado para as Cruzadas, estabelecendo as seguintes metas: recuperar os locais sagrados do cristianismo e garantir a passagem de peregrinos para a Terra Santa. Quem tomasse a cruz para socorrer seus irmãos ganharia em troca a salvação. No total, oito Cruzadas se seguiram, entre 1095 e 1291. Elas garantiram a cristão e islâmicos vitórias relativas e derrotas substantivas: estima-se que ao redor de 1 milhão de pessoas morreram de cada lado. Jerusalém passou ao controle provisório dos cristão em períodos desse intervalo, mas, ao final dele, retornou às mãos dos muçulmanos.

No fim do século XIII, o vitorioso foi o Islã, que conseguiu expulsar todos os cruzados de seus domínios. Entretanto, hoje, quase 1.000 anos depois, a sensação que ocidentais e muçulmanos têm é a de que o Islã foi o grande perdedor do movimento deflagrado pelos papas católicos. O enorme poder simbólico das Cruzadas para os árabes do presente foi insuflado com a ajuda decisiva dos próprios colonialistas ocidentais do século XIX, que adoravam usar imagens do período medieval para caracterizar suas conquistas. Ao entrar em Jerusalém pela primeira vez em sete séculos com um exército cristão, em 1917, o general inglês Edmund Allenby teria declarado que "agora, sim, as Cruzadas terminaram". A revista inglesa Punch, então popularíssima, não perdeu tempo em retratá-lo como Ricardo Coração-de-Leão, o maior herói cristão das Cruzadas, numa caricatura célebre - e também das mais ofensivas aos sentimentos árabes. Não é de estranhar, portanto, que os palestinos dos dias de hoje, em guerra pelo território em que cristãos e muçulmanos se enfrentaram há quase 1.000 anos, se vejam como parte desse mesmo conflito.

Hoje, o cristianismo, o islamismo e o judaísmo são religiões globalizadas, cujos seguidores se mostram capazes de conviver de forma pacífica e proveitosa em vários pontos do planeta. Exatamente como em períodos e regiões do passado. Entre o século VIII e o XV, por exemplo, os mouros criaram na Península Ibérica um exemplo não livre de tensão, mas ainda assim florescente, daquilo que o contato entre as civilizações pode produzir: o reino de al-Andalus, que legou para o presente bem mais do que as maravilhas arquitetônicas de Granada, Sevilha e Córdoba, o sabor do gaspacho ou a música e a dança flamencas. Foi por meio da convivência entre muçulmanos, cristãos e judeus em al-Andalus, também, que fincaram pé no continente tradições das quais ninguém sonharia abrir mão, como a diplomacia, a tolerância religiosa, o livre-comércio e a pesquisa acadêmica e científica. Se o mundo medieval foi capaz de 800 anos de relativa harmonia, não há desculpa para que o mundo moderno não se empenhe em restabelecê-la.


O abismo entre dois mundos
Desafio para o Islã e para o Ocidente é conviver com diferenças

Dez charges colocaram o mundo em clima de alerta em 2006. Publicadas num pequeno jornal da pacata Dinamarca no final do ano anterior, as ilustrações representavam a imagem do profeta Maomé - o que não é aceito pela religião islâmica. Seria um episódio breve não tivesse desencadeado uma histérica reação diplomática dos países muçulmanos, boicotes econômicos, multidões enfurecidas e ameaças de morte, que mostraram que o fosso de valores, idéias e hábitos entre o mundo islâmico e o Ocidente se aprofundou perigosamente. Desde a Guerra Fria, não se via com tanta clareza a existência de dois mundos crescentemente hostis e que, rapidamente, esquecem o muito que têm em comum exacerbando o pouco, mas fundamental, que os separa.





CHARGES DA DISCÓRDIA
As três charges fazem parte da série do jornal dinamarquês Jyllands-Posten que provocou revolta no mundo islâmico, por fazer piada com Maomé. Abaixo, à direita, primeira página do jornal francês France Soir, cujo editor foi demitido, com a manchete: "Sim, temos o direito de caricaturar Deus"


O fanatismo religioso tem diminuído as chances de diálogo entre Ocidente e o Islã. O convívio poderia ser harmonioso e mutuamente enriquecedor não fosse o fato de que o poder crescente dos fanáticos esmaga os mais moderados e transigentes. O caso das charges é exemplar por ter colocado em foco alguns dos mais agudos pontos de ruptura entre os dois lados: liberdade de expressão, direitos humanos e o que o americano Samuel P. Huntington, professor de Harvard, chamou de "choque de civilizações". A questão que se coloca atualmente é: a religião do Islã é ou não compatível com a sociedade moderna e secular?




               


Boa parte da incompatibilidade do mundo muçulmano com o Ocidente moderno se explica pela noção de que no Islã político não deve haver separação entre vida pública e vida privada, entre religião e política. O diálogo fica difícil com quem se recusa a aceitar que as escolhas humanas possam estar acima das leis que considera emanadas por seu deus. Do lado ocidental, a invasão do Iraque pelos Estados Unidos, em 2003, parece feita sob medida para reforçar o sentimento generalizado entre os muçulmanos de que o mundo os persegue.

Expressões desse conflito podem ser vistas ainda em outros episódios recentes. De tempos em tempos, os terroristas da Al Qaeda apareceram na televisão com ameaças de novos atentados em sua jihad contra os "cruzados" e judeus. O Irã e seu presidente-bomba ameaçam desenvolver um arsenal nuclear para derrotar o "satã" - sim, o Ocidente e seus valores. Em setembro de 2006, protestos clamando por sangue explodiram em ruas do Oriente Médio depois que o papa Bento XVI fez um simples comentário acerca de um texto medieval que criticava a disposição de Maomé ao conflito. Recuando apenas alguns anos, encontramos a sentença de morte decretada pelo aiatolá Khomeini contra o escritor britânico Salman Rushdie, por considerar o livro Os Versos Satânicos uma "blasfêmia".

Os crimes e as ameaças são, obviamente, obra de fanáticos, mesmo quando ocupam altos cargos em Estados islâmicos. Desde o 11 de Setembro - um divisor de águas da História e outro marco do choque atual -, um esforço enorme é feito por muçulmanos e não-muçulmanos para separar o fanatismo de Osama bin Laden da fé moderada e pacífica da maioria dos muçulmanos. Afinal, ocidentais e islâmicos estão fadados à convivência. A influência do mundo moderno penetra no cotidiano de muçulmanos e vice-versa. Prova disso são os sopros de modernidade que atravessam nações como Líbano e Turquia - ainda que os tropeços ainda sejam graves. Outro exemplo da coexistência é a adaptação de seguidores de Alá residentes nos Estados Unidos e também no Brasil. Só na Europa, vivem mais de 15 milhões de muçulmanos.

O Ocidente olha para o mundo muçulmano com desconfiança. Teme suas encrencas, suas mulheres cobertas de véus e seus homens-bombas. O mundo muçulmano tem sido contaminado, nas últimas décadas, por uma versão fantasiosa do mundo ocidental, divulgada pelos mulás nas mesquitas: um lugar eficiente, mas sem Deus e, portanto, sem alma. Não há nenhuma razão insuperável pela qual muçulmanos e ocidentais não possam conviver pacificamente. Isso exigiria que cada parte examinasse suas idéias sobre a outra. Em especial, contudo, os muçulmanos precisariam encontrar um jeito de se ajustar à vida moderna.



Tropeços e esperança
Perspectivas: Sopro de modernização do Islã é chance de diálogo

Entre bombas e declarações oficiais atravessadas, o Ocidente e os países de maioria islâmica têm ensaiado aproximações. As oportunidades parecem tanto mais promissoras quanto mais livres (ou menos fechadas) são as sociedades sob a lei de Alá. Líbano, Catar e até o Iraque, entre outras nações, foram atravessadas recentemente por sopros de modernidade que incluíram tentativas de democracia. A realidade, sem dúvida, está distante do desejado. Mas a abertura para o diálogo dentro dessas nações e delas com o mundo ainda é a grande esperança para a construção de uma ponte entre os dois mundos.

Antes de ser duramente bombardeados pelos israelenses em agosto de 2006, os libaneses foram às ruas carregando cartazes de líderes ocidentais. O protesto não era contra o presidente americano George W. Bush, o francês Jacques Chirac e o então secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Ao contrário, os moradores de Beirute reconheciam a importância daqueles políticos durante as negociações que desaguaram na retirada das tropas sírias do Líbano após quase 30 anos de ocupação. No Catar, pequeno emirado do Golfo Pérsico, o protesto que ganhou as ruas foi em reprovação a um atentado do fanatismo religioso. No Iraque pós-derrubada de Saddam Hussein e pós-eleições para o Parlamento, milhares se dirigiram para a Embaixada da Jordânia, acusada de facilitar a entrada no país das ondas de suicidas que, em nome da guerra aos Estados Unidos, trucidam diariamente civis iraquianos.



As cenas inéditas certamente não significam que o Oriente Médio esteja ingressando em peso numa era democrática. Mas flertando com a democracia com o incentivo do Ocidente, esses países deram vez a vozes que antes eram caladas. E elas resolveram se expressar não por meio de bombas - mas de palavras e de pressão política. As cenas também não significam que os Estados Unidos tenham se tornado um modelo de altruísmo, disposto a espalhar a mensagem democrática em nome da confraternização universal. Os objetivos americanos são conhecidos e permanentes: garantir que o petróleo continue fluindo, que os países do Oriente Médio onde ele jorra como água não sejam engolfados pelo caos e que não produzam os fanáticos terroristas dispostos a atacar.

O 11 de Setembro comprovou que o terceiro item da lista estava dando terrivelmente errado. A aliança com regimes autoritários mas confiáveis, que durante décadas havia garantido a estabilidade, não funcionava mais a contento? Vassoura nele, decidiram os dirigentes americanos, com irretorquível pragmatismo. E o que fazer para atacar o problema de fundo, o X da questão, o coração da matéria: o ódio visceral aos Estados Unidos? Nada melhor do que a democracia, como detergente antifanatismo.

Cabe lembrar, porém, que a democracia exige dedicação e cuidados diários. Os desafios à sua implantação na região são enormes - e nada indica que, no futuro, serão menores. Provas disso aparecem aos montes quase todos os dias. Os palestinos escolheram um moderado como presidente de sua Autoridade Nacional, Mahmoud Abbas, porque sabiam o que ele queria: levar adiante o processo de acomodação com Israel. Meses depois, porém, os mesmos palestinos foram às urnas e depositaram suas esperanças no Hamas, que prega a intolerância e o aniquilamento dos judeus. No Iraque, a situação é semelhante: depois de eleições democráticas para um governo de coalizão, o país segue afundado em uma luta fratricida patrocinada pelos radicais de várias tendências. Mesmo os Estados Unidos ainda estudam qual caminho seguir.

A abertura no Oriente Médio pode parecer timidíssima. Esperar que todo o mundo árabe entre em uníssono na dança da abertura democrática seria de uma ingenuidade quase insana. As disparidades são imensas quando se fala de um universo de 304 milhões de pessoas (374 milhões se incluído o Irã, que não é árabe mas está na mesma zona geopolítica), em dezessete países, com um PIB de 680 bilhões de dólares, gerados por produtos que vão das tâmaras ao petróleo. Mas a similaridade de língua, religião e matriz cultural cria um efeito contágio considerável. Os iraquianos que foram às urnas no início de 2005, apesar das ameaças terroristas, deixaram marcas profundas além-fronteiras - e criaram enormes dilemas político-religiosos para os xiitas militantes: quando a democracia vingar ali, como enfrentar seus frutos?


Créditos: fotos foram retiradas do site da Revista Veja: http://veja.abril.com.br/080206/p_064.html


sábado, 10 de julho de 2010

Espetáculo máximo. Lua encobre o Sol e transforma dia em noite

De todos os espetáculos astronômicos, o eclipse total do Sol é sem dúvida o mais impressionante. Ver a Lua encobrir o astro-rei transformando o dia em noite estrelada é simplesmente espetacular. Nada se compara. Apesar de ser um fenômeno raro, no próximo domingo, dia 11, isso acontecerá de novo, mas o Brasil ficará de fora do maior show celestial.


Neste domingo, exatamente às 15h15 pelo horário de Brasília, a sombra da Lua tocará o Pacífico Sul próximo à Nova Zelândia e percorrerá todo o oceano até atingir o extremo sul do Chile e Argentina. Durante todo o trajeto, as únicas porções de terra que presenciarão o fenômeno serão as Ilhas Cook, parte da Polinésia Francesa e a Ilha de Páscoa, no meio do caminho.

O eclipse será finalizado no exato instante que o Sol se pôr no sul da Argentina, às 17h52. Durante sua jornada de 2 horas e quarenta minutos, a sombra da Lua terá percorrido 7.500 km, encantando pouquíssimos privilegiados em nosso planeta.

O pico do eclipse ocorre ás 16h33. Nesse momento o eixo da sombra da Lua estará praticamente alinhado com o centro do Terra. A máxima duração prevista é de 5 minutos e 20 segundos, com o Sol a 47 graus acima do horizonte, projetando uma sombra de 259 km. Em Hanga Roa, capital da Ilha de Páscoa (Chile), a duração da máxima totalidade será de 4 minutos e 41 segundos. Apesar dos 3800 habitantes estarem acostumados aos turismo, é esperado um número recorde de visitantes.

O gráfico acima mostra o caminho da sombra da Lua, destacado em azul escuro. As linhas azul claras indicam onde o eclipse também poderá ser visto, mas de forma parcial, com apenas parte do disco solar encoberto.

Eclipse
Um eclipse do Sol ocorre sempre que a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol. Se durante um eclipse a lua encobrisse completamente o disco do Sol, seria chamado de eclipse total. Caso contrário, eclipse parcial.



Se a Lua estiver próxima de seu apogeu (maior afastamento da Terra), seu diâmetro parecerá menor que o do Sol e por não preencher todo o disco, parte da estrela ainda permanece visível em forma de anel, daí o nome "anular" para este tipo de eclipse. Anular significa "em forma de anel".




O eclipse do dia 11 será um eclipse do tipo total e todo o disco solar ficará oculto.


No Brasil, o próximo eclipse solar ocorrerá no ano de 2023 e poderá ser visto dos Estados do Norte e do Nordeste. Na ocasião o eclipse será do tipo anular, quando um anel solar permanecerá visível em torno da Lua. Eclipse total só será visível em 2045.



Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20100709-090641.inc

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Nasa divulga imagem recente de vazamento no Golfo do México

Uma das maiores tragédias ambientais dos Estados Unidos e do mundo completou dois meses no último domingo, dia 20, sem desfecho até o momento. O Governo dos Estados Unidos calcula que a já foram derramados 160 milhões de litros de petróleo no mar, depois que a plataforma petrolífera da British Petroleum (BP) explodiu e afundou no Golfo do México no mês de abril.


A imagem de satélite divulgada recentemente pela agência espacial americana, Nasa, mostra o caminho do óleo em curvas de tons cinza e marrom. Pela cena é possível ver que a mancha ainda está muito próximo da costa da Flórida, Alabama e até do Mississipi.

É possível observar na parte inferior da imagem a localização do vazamento. A fumaça preta que sai da região representa o óleo e o gás, que continua sendo capturado e depois queimado como parte dos esforços para tentar conter a enorme mancha que se espalhou pelo mar.

Esta e outras imagens de alta resolução foram capturadas pelo Espectro-Radiômetro de Resolução Moderada, MODIS, a bordo do satélite de sensoriamento remoto Terra. O satélite captura imagens no Golfo do México duas vezes por dia.

Nesta segunda-feira, 21, a British Petroleum divulgou que seus gastos estão em US$ 2 bilhões em diversas ações para tentar conter o vazamento e dar uma resolução para o caso.

A BP afirma que já pagou US$ 105 milhões para 32 mil afetados pela tragédia e anunciou a criação de um fundo com mais 20 bilhões de dólares para indenizar as vítimas norte-americanas.

Nova Tecnologia
Agora, uma nova tecnologia deverá ser testada utilizando 32 máquinas de separação de óleo. São aparelhos desenvolvidos pela Ocean Therapy Solutions, de propriedade do ator Kevin Costner, que utiliza uma tecnologia de centrífuga, armazenando o óleo em tanques e devolvendo a água com quase 100% de pureza. Segundo a empresa, os aparelhos são capazes de limpar 800 mil litros de água suja por dia.


Foto: Imagem captada no dia 19 de junho de 2010 pelo satélite de sensoriamento remoto Terra, da Nasa, mostra a extensão da mancha de óleo próxima à costa da Flórida, do Alabama e do Mississipi, na costa norte-americana, no Golfo do México. A tragédia ambiental completou dois meses ainda sem resolução. Crédito: Nasa/Modis Rapid Response Team.

Entenda o que provocou a tragédia em Alagoas e Pernambuco

Quem está acostumado a ver e a sobreviver às enchentes no Brasil anualmente, talvez tenha se surpreendido ainda mais com o cenário desolador que transformou diversos municípios de Alagoas e de Pernambuco nos últimos dias. A chuva e a força das águas arrastaram tudo o que encontraram pela frente e a impressão é que um verdadeiro tsunami passou pela região.


As fortes chuvas que atingiram Alagoas e Pernambuco na semana passada elevaram o nível de rios importantes como o Rio Mundaú, o Rio Una, o Rio Capibaribe e vários outros que banham os Estados. A água transbordou por todos os lados afetando as famílias ribeirinhas e dezenas de milhares de pessoas estão desabrigadas. Até a manhã desta quarta-feira (23), foram contabilizados 44 mortos, segundo a Defesa Civil.

Toda essa chuva foi resultado de três fatores, sem ligação direta com fenômenos como o aquecimento global ou as mudanças climáticas. Para a meteorologia alguns eventos principais contribuíram para a chuva em grande volume.




Em primeiro lugar duas frentes frias de forte intensidade alcançaram o litoral do Nordeste na primeira e na terceira semana de junho, favorecendo a formação de nuvens bastante carregadas sobre o leste de Alagoas e de Pernambuco.

Maceió, capital de Alagoas, registrou 270 milímetros de chuva entre os dias 3 e 5 de junho, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia. A segunda frente fria só intensificou as áreas de nuvens carregadas. Até a segunda-feira (21), o acumulado de chuva estava em 470 milímetros, superando a média mensal da capital alagoana que é de 298,3 milímetros.

Em três dias, Recife, capital de Pernambuco, também teve chuva muito acima do normal, em torno de 350 milímetros. Desde o começo do mês já choveu 456 milímetros na capital, enquanto a média de junho é de 388,9 milímetros, de acordo com o Inmet.

As águas do oceano Atlântico Tropical estão com temperatura pelo menos 1 grau acima do normal ainda por influência da fase final do El Niño. As águas mais quentes provocam uma maior evaporação e isso também explica a formação de nuvens mais pesadas e ocorrência de chuvas extremas no leste do Nordeste.




Somando a presença de frentes frias e a elevação da temperatura no mar, ainda existe outro fenômeno meteorológico que influencia a região nesta época do ano. As chamadas “Ondas de Leste” que chegam à costa do Nordeste trazendo bastante chuva. Essas ondas são perturbações ondulatórias que ocorrem na atmosfera sobre o Atlântico tropical e são formadas por nuvens carregadas vindas da costa da África empurradas pelos ventos alísios.

Com a entrada do inverno é normal o aumento das chuvas em Alagoas e Pernambuco nos meses de junho e julho, mas o que chamou a atenção foi o avanço da chuva. Existe um aumento de umidade natural na faixa litorânea, mas neste episódio o volume de nuvens foi muito grande e chegou até o agreste, explica o meteorologista Wilibaldo Lopes, do Instituto Nacional de Meteorologia.

O pesquisador acrescenta que mais uma vez eventos extremos sobre país demonstram a nossa vulnerabilidade e a capacidade de um sistema de alerta. O investimento em radares e satélites é questionado há algum tempo. “A população que vive em área de risco precisa ser treinada para evacuar rapidamente”, ressalta Lopes.


Fotos: No topo, a cidade de Branquinha, no interior de Alagoas, uma das mais destruídas pela força das águas. Na sequência, imagem de satélite mostra as condições adversas sobre o litoral e Zona da Mata de Pernambuco em 18 de junho de 2010, às 02h30 BRT. Por último, gráfico mostra a anomalia da temperatura da água do mar durante o mês de maio. Na costa leste do Nordeste a água do mar está pelo menos 1 grau acima do normal, ainda sob influência do fenômeno El Niño. Crédito: Yuri Tenório/Alagoas 24horas/CPTEC-INPE-DSA/Apolo11.com

Nota do blog: é com enorme pesar que o Impactogeo destaca tal acontecimento trágico que se abateu sobre os habitantes de Branquinha , Alagoas. Com fé e muita ajuda do povo brasileiro, tais famílias irão conseguir a superação diante dessas dificuldades. Abbraço a todos os amigos do Impactogeo!!!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O RELEVO BRASILEIRO

O Brasil é um país de altitudes modestas. Cerca de 40% do seu território encontra-se abaixo de 200 m de altitude, 45% entre 200 e 600 m, e 12%, entre 600 e 900 m. O Brasil não apresenta montanhas, pois não existe nenhum dobramento moderno no território brasileiro.

Antes, o relevo do Brasil era dividido de acordo com a classificação de Ab'Saber, respeitado geógrafo paulista, pioneiro na identificação dos grandes domínios morfoclimáticos nacionais. Sua classificação identifica dois grandes tipos de unidades de relevo no território brasileiro: planaltos e planícies.

Mais recentemente, com os levantamentos detalhados sobre as características geológicas, geomorfólogicas, de solo, de hidrografia e vegetação do país, foi possível conhecer mais profundamente o relevo brasileiro e chegar a uma classificação mais detalhada, proposta, em 1989, pelo conceituado professor Jurandyr Ross, do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo. Na classificação de Ross, são consideradas três principais formas de relevo: planaltos, planícies e depressões.


Classificações
O relevo do Brasil tem formação antiga e atualmente existem várias classificações para o mesmo. Entre elas, destacam-se as dos seguintes professores:

•Aroldo de Azevedo - esta classificação data de 1940, sendo a mais tradicional. Ela considera principalmente o nível altimétrico para determinar o que é um planalto ou uma planície.



•Aziz Nacib Ab'Saber - criada em 1958, esta classificação despreza o nível altimétrico, priorizando os processos geomorfológicos, ou seja, a erosão e a sedimentação. Assim, o professor considera planalto como uma superfície na qual predomina o processo de desgaste, enquanto planície é considerada uma área de sedimentação.



•Jurandyr Ross - é a classificação mais recente, criada em 1995. Baseia-se no projeto Radambrasil, um levantamento feito entre 1970 e 1985, onde foram tiradas fotos aéreas da superfície do território brasileiro, por meio de um sofisticado radar. Jurandyr também utiliza os processos geomorfológicos para elaborar sua classificação, destacando três formas principais de relevo:



1) Planaltos
2) Planícies
3) Depressões

Segundo essa classificação, Planalto é uma superfície irregular, com altitude acima de 300 metros e produto de erosão. Planície é uma área plana, formada pelo acúmulo recente de sedimentos. Por fim, Depressão é uma superfície entre 100 e 500 metros de altitude, com inclinação suave, mais plana que o planalto e formada por processo de erosão. A figura a seguir mostra essa representação do relevo brasileiro.

Os relevos brasileiros caracterizam-se por baixas altitudes. Isso acontece devido ao Brasil estar situado sobre uma grande placa tectônica que não se choca com outras placas, dando origem aos chamados dobramentos modernos, resultantes do movimento de colisão entre placas, onde uma empurra a outra. Os pontos mais altos do relevo brasileiro são o Pico da Neblina e o de Pico 31 de Março.


ESTRUTURA GEOLÓGICA DO BRASIL

Mais de 60% do território brasileiro é constituído pelas bacias sedimentares. Ele possui também mais de 36% de escudos cristalinos. A maior parte das estruturas é bem antiga, elas são da Era Paleozóica e Mesozóica.

Todas as bacias sedimentares são formadas através da aglomeração de alguns sedimentos nas depressões. Essas bacias são ricas em combustíveis fósseis, como por exemplo, o carvão, o petróleo e o gás natural.

Existem também os escudos, porém eles são os mais antigos. Podemos encontrar nos escudos, as rochas cristalinas, como por exemplo, o granito. Já os dobramentos modernos dão origem a algumas cordilheiras, como a do Himalaia e dos Andes, que são territórios antigos que não sofrem com os vulcões e com os terremotos.

Bons estudos queridos alunos e amigos do Impactogeo!!! Bom final de semana a todos!!!

terça-feira, 8 de junho de 2010

IMPACTOGEO NO CLIMA DA COPA

Olá amigos do Impactogeo! Postando imagens muito bonitas dos estádios que serão palcos dos jogos da Copa do Mundo de Futebol 2010, realizada na África do Sul. Os primeiros que postarei serão aqueles que receberão a Seleção Canarinha... Brasil!!! Brasil!! Abraço a todos!
Estádio Soccer City
Local: Johanesburgo - Capacidade: 88.500 pessoas



Destaque: Estádio de Abertura e Final da Copa do Mundo. Receberá a Seleção Brasileira em 20 de junho.

Um dos mais artísticos e impressionantes estádios de futebol do continente africano, o recém-reconstruído Soccer City irá receber o jogo de abertura e a grande final da Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010.

O desenho foi inspirado no calabash, o tradicional vaso artesanal africano, e o apelo estético será ainda mais impactante com a iluminação noturna. Localizado no sudoeste de Johanesburgo, o Soccer City fica a apenas uma pequena distância de Soweto, distrito onde estão alguns dos torcedores mais fanáticos do país e no qual vivem cerca de 40% da população de Johanesburgo. Essa proximidade certamente vai fazer do estádio o centro das atividades durante a competição.

Apesar do cheiro de novo, o Soccer City já testemunhou importantes episódios da história da África do Sul, onde é considerado o coração do futebol. Na década de 1980, os dirigentes se uniram para erguer o primeiro estádio do país que obedeceria a critérios internacionais, e a verba foi obtida pela própria comunidade esportiva. Foi lá que Nelson Mandela fez o seu primeiro discurso após sair da prisão, em 1990, e onde, três anos depois, milhares de pessoas se emocionaram com o funeral do ativista político assassinado Chris Hani. Mas o estádio também já foi palco de episódios esportivos de festa para os sul-africanos, como a final da Copa das Nações Africanas, em 1996, em que a seleção nacional derrotou a Tunísia por 2 a 0 e sagrou-se campeã.

A arena original, conhecida como Estádio FNB, tinha capacidade para 80 mil pessoas, mas a ampliação do anel superior elevou esse número a 88.460.

Outras melhorias foram o aumento do número de camarotes de 85 para 184, a construção da cobertura, a reforma dos vestiários e a instalação de novos holofotes.



Estádio Moses Mabhida
Local: Durban - Capacidade: 70 mil pessoas


Destaque: Receberá a Seleção Brasileira no dia 25 de junho.

O novíssimo Estádio Moses Mabhida em Durban sediará uma das semifinais da Copa do Mundo da FIFA 2010. O estádio exemplifica a inovação arquitetônica à mostra na África do Sul e é inspirado na bandeira nacional, com o seu grandioso arco representando a união de um país apaixonado pelo esporte. Os dois mastros do arco no lado sul do estádio se unem para formar uma única base no lado norte, simbolizando a nova unidade de uma nação anteriormente dividida.

Com capacidade para 69.957 espectadores sentados, a arena foi especificamente projetada como uma arena multiuso e um anfiteatro completo com um teleférico que leva a uma plataforma de observação no topo do enorme arco de 350 metros de extensão, mais de 100 metros acima do gramado. De lá, os visitantes têm vistas panorâmicas espetaculares da costa e da cidade. A cobertura é ligada ao arco por cabos de aço com 95 mm de diâmetro. Cada assento é espaçoso e confortável, com uma ótima visão do gramado.

A arena multifuncional de última geração está localizada no coração do Complexo Esportivo Kings Park, no terreno do antigo Estádio Kings Park. A área como um todo terá outros estádios e instalações esportivas, além de restaurantes, lojas, áreas para crianças e uma passarela de pedestres que ligará o complexo à praia.

Moses Mabhida nasceu em Thornville no dia 14 de outubro de 1923 em uma família pobre que depois foi removida das suas terras. Em 1963, trabalhando na Tchecoslováquia para a Federação Sindical Mundial, Mabhida recebeu de Oliver Tambo o convite de voltar à África para desenvolver o grupo armado do partido ANC, o Umkhonto we Sizwe (MK). Ele passou por treinamento militar e se tornou o principal instrutor político dos novos recrutas. Posteriormente, foi comandante do MK.

terça-feira, 1 de junho de 2010

EM CLIMA DE COPA DO MUNDO

         Caros amigos do Impactogeo, de início desejo a todos um mês de Junho cheio de alegria e muita saúde. Essa postagem tem como objetivo homenagear os amigos professores, os alunos e principalmente o Colégio Impacto, pelos serviços prestados a população florianense, levando o que há de melhor em termo de ensino, cidadania e amizade para os seus discentes e familiares.
         Como estamos nos preparando para a Copa do Mundo da África, que inicia no próximo dia 09, deste mês, resolvi postar a nossa seleção Impacto. Com a criatividade de sempre do nosso amigo Anselmo e com o carisma do professor Sidney, foram convocados vários craques do nosso colégio para a disputa dessa grandiosa competição na África. Com certeza muitos dos nossos craques tornariam o torneio mundial muito mais fácil para a nossa seleção canarinho.  
        Em clima de Copa da África 2010, fica aqui a homenagem do blog Impactogeo aos professores, alunos e funcionários do Colégio Impacto, que tornam essa instituição de ensino cada dia mais respeitada e amada pelos cidadãos florianenses e piauienses.



Bem amigos da Rede Globo, em campo o time de craques composto pelos PROFESSORES:


       
e completando a SELEÇÃO IMPACTO, os queridos ALUNOS:


Parabéns grandes amigos Anselmo e Sidney. Como sempre mostrando o bom-humor e a criatividade que lhes é peculiar.  Honra em trabalhar com vocês amigos!!! Um abraço a todos e até o próximo post com muito mais informações, curiosidades e bom-humor.