PREVISÃO DO TEMPO

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sábado, 26 de março de 2011

A HORA DO PLANETA 2011

Criada pela ONG WWF, a Hora do Planeta é uma ação simbólica, promovida em 134 países e 3,8 mil cidades. Ideia é deixar as luzes apagadas durante sessenta minutos no sábado, 26, das 20h30 às 21h30.








Após a confirmação das prefeituras de Salvador e Florianópolis, o Brasil terá ao todo dezessete as capitais participando da Hora do Planeta, inclusive São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Curitiba e João Pessoa, engajadas na ação que busca chamar a atenção para questões ambientais.

Criada pela ONG WWF, a Hora do Planeta é uma ação simbólica, promovida em 134 países e 3.800 cidades, na qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos no sábado, 26, das 20h30 às 21h30. A estimativa é de que mais de 1 bilhão de pessoas participem do evento, que ocorre desde 2007. Em homenagem às vítimas da tragédia no Japão e das enchentes do começo do ano no Brasil, neste ano o primeiro minuto, em silêncio, será em lembrança aos afetados pelas intempéries e tremores.

De acordo com o coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, Carlos Rittl, a Hora do Planeta é "um ato simples que busca chamar a atenção das pessoas para o cuidado que temos que ter com o planeta. A ação simbólica é um chamado para a reflexão, para o questionamento de como estamos contribuindo no dia a dia para um mundo melhor e sustentável". Na avaliação dele, no Brasil o evento também chama a atenção para questões específicas internas, como o desperdício da água e a preservação das florestas.

Segundo a ONG, no Brasil 98 cidades registraram formalmente a participação, indicando monumentos que terão suas luzes desligadas. Na capital paulista, serão desligadas as luzes do Estádio do Pacaembu, da Biblioteca Mário de Andrade e dos Arcos do Anhangabaú, além da Ponte Estaiada, o Obelisco do Ibirapuera, o Monumento às Bandeiras, o Teatro Municipal e o Mercado Municipal.

Público

No Rio de Janeiro, cidade âncora do movimento no Brasil, serão apagados os ícones Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Igreja da Penha, Castelinho da Fiocruz, Monumento aos Pracinhas e os Arcos da Lapa. O País terá pela primeira vez um evento aberto ao público que marca o início da Hora do Planeta a partir das 19 horas, nos Arcos da Lapa, com presença prevista da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e do prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Após o minuto de silêncio, o público assistirá à apresentação das baterias das escolas de samba Mangueira, Portela, Grande Rio e União da Ilha. De acordo com Rittl, outras capitais poderão ter eventos parecidos nas próximas edições. "A junção entre consciência ambiental e cultura ajuda a chamar mais a atenção para a nossa causa", falou.

Na capital baiana, de acordo com a prefeitura, ficarão apagados o palácio Thomé de Souza, o Elevador Lacerda, as estátuas dos Orixás do Dique do Tororó, a Praça Castro Alves (estátua do poeta), a estátua do Cristo, o Farol da Barra, além dos monumentos Clériston Andrade, Estação da Leste e Abaeté.

Em comunicado, o prefeito soteropolitano, João Henrique, disse que "Salvador não poderia ficar de fora desse movimento que chama a atenção para promoção da sustentabilidade ambiental, uma vez que este é um fio condutor de nossas políticas e estratégias operacionais", citando ações da municipalidade como a troca pela administração em locais públicos de lâmpadas que consomem menos energia.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) também aderiu ao movimento, sendo o primeiro órgão do gênero no País a fazer parte da ação. O TJ-BA irá apagar as luzes dos prédios e fóruns judiciais. O objetivo do órgão é de que magistrados e servidores, que chegam a 11 mil, multipliquem a ideia com suas famílias, amigos e comunidade. Em Brasília, serão apagadas as luzes do Palácio do Buriti e Anexo, Memorial JK, Teatro Nacional, Catedral, Museu do Índio, Complexo Cultural da República e Ponte JK.

Mobilização

Conforme comunicado da ONG, no Brasil, "ao todo, 1.514 empresas e organizações se cadastraram no site www.horadoplaneta.org.br , que traz histórias e dicas sobre como participar, além de materiais promocionais como banners, filmes, cartazes, imagens, papéis de parede, protetores de tela e twibbons para twitter e facebook".

Este ano, 13 novos países aderiram à ação. São eles: Jamaica, Uganda, Suazilândia, Irã, Tajiquistão, Chade, Azerbaijão, Gibraltar, Palestina, Suriname, Usbequistão, Trinidad e Tobago e Lesoto. Fazem parte também metrópoles como Nova Délhi, Mumbai, Buenos Aires, Moscou, Teerã, Istambul e Londres.

Da Acrópole de Atenas ao nova-iorquino Empire State, passando pela Opera House de Sydney, lugares emblemáticos de todo o mundo também apagarão suas luzes. Na Europa, o Portão de Brandemburgo, em Berlim, o relógio londrino Big Ben e a Torre de Pisa, na Itália, ficarão às escuras.

A organização receberá até as 16 horas de amanhã (hora de Brasília) os termos de adesão, para oficializar a participação de municípios. Também assinaram o termo de adesão as capitais Aracaju (SE), Campo Grande (MS), Goiânia (GO), Natal (RN), Palmas (TO), Recife (PE), Rio Branco (AC), Teresina (PI) e Vitória (ES).

Fonte: Época Negócios/Globo News

quinta-feira, 24 de março de 2011

Saudades...

Queridos amigos, infelizmente não tive como postar no blog esses dias por motivo pessoal, que me levou hoje a deixar esse post como forma de Homenagem à minha querida avó Raimunda Rodrigues dos Santos.

Uma mulher de fibra, que veio ao mundo para irradiar toda a sua luz, seu carisma, sua bondade e seu amor. Mãe querida, avó dedicada e bisavó amada, sentiremos muito a sua falta, de seus ensinamentos e de suas palavras de conforto. 

Compartilho esse momento com todos vcs meus ilustres visitantes, pois acima de tudo, são todos meus queridos amigos! Logo retornarei com as postagens. Até mais ver queridos amigos!

sábado, 19 de março de 2011

BIOMAS BRASILEIROS - PARTE 1

O Brasil é dono de uma das biodiversidades mais ricas do mundo, possui as maiores reservas de água doce e um terço das florestas tropicais que ainda restam. Estima-se que aqui está uma em cada 10 espécies de plantas ou animais existentes.

Confira abaixo o mapa dos principais biomas da natureza brasileira:


AMAZÔNIA

Na Amazônia vivem e se reproduzem mais de um terço das espécies existentes no planeta. Ela é um gigante tropical de 4,1 milhões de km2. Porém, apesar dessa riqueza, o ecossistema local é frágil. A floresta vive do seu próprio material orgânico, em meio a um ambiente úmido, com chuvas abundantes. A menor imprudência pode causar danos irreversíveis ao seu equilíbrio delicado.

A floresta abriga 2.500 espécies de árvores (um terço da madeira tropical do planeta) e 30 mil das 100 mil espécies de plantas que existem em toda a América Latina. Desta forma, o uso dos recursos florestais pode ser estratégico para o desenvolvimento da região. As estimativas de estoque indicam um valor não inferior a 60 bilhões de metros cúbicos de madeira em tora de valor comercial, o que coloca a região como detentora da maior reserva de madeira tropical do mundo.

A Amazônia é, também, a principal fonte de madeira de florestas nativas do Brasil. O setor florestal contribuiu com 15% a 20% dos Produtos Interno Bruto (PIB) dos estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia.

Os insetos estão presentes em todos os estratos da floresta. Os animais rastejadores, os anfíbios e aqueles com capacidade para subir em locais íngremes exploram os níveis baixos e médios. Os locais mais altos são explorados por beija-flores, araras, papagaios e periquitos à procura de frutas, brotos e castanhas. Os tucanos, voadores de curta distância, exploram as árvores altas. O nível intermediário é habitado por jacus, gaviões, corujas e centenas de pequenas aves. No extrato terrestre estão os jabutis, cotias, pacas, antas etc. Os mamíferos aproveitam a produtividade sazonal dos alimentos, como os frutos caídos das árvores. Esses animais, por sua vez, servem de alimentos para grandes felinos e cobras de grande porte.

Mais do que uma floresta, a Amazônia é também o mundo das águas onde os cursos d’água se comunicam e sazonalmente sofrem a ação das marés. A bacia amazônica - a maior bacia hidrográfica do mundo com 1.100 afluentes - cobre uma extensão aproximada de 6 milhões de km2. Seu principal rio, o Amazonas, corta a região para desaguar no Oceano Atlântico, lançando no mar, a cada segundo, cerca de 175 milhões de litros de água. A Amazônia é, de fato, uma região vasta e rica em recursos naturais: tem grandes estoques de madeira, borracha, castanha, peixe, minérios e outros, com baixa densidade demográfica (2 habitantes por km2) e crescente urbanização. Sua riqueza cultural inclui o conhecimento tradicional sobre os usos e a forma de explorar esses recursos sem esgotá-los nem destruir o habitat natural. No entanto, a região apresenta índices sócioeconomicos muito baixos, enfrenta obstáculos geográficos e de falta de infra-estrutura e de tecnologia que elevam o custo da exploração.

LUTANDO PARA SOBREVIVER

Classificado como o país de maior diversidade biológica do mundo, o Brasil tem sua riqueza natural sob constante ameaça. Um exemplo dessa crítica situação é o desmatamento anual da Amazônia, que cresceu 34% de 1992 a 1994. A taxa anual, que era de pouco mais de 11.000 km2 em 1991, ficou em 16.926 km2 em 1999 conforme dados oficiais. A atividade agrícola de forma não-sustentável e a extração madeireira continuam sendo os maiores problemas. A extração tende a aumentar na medida em que os estoques da Ásia se esgotam.

Embora o país tenha uma das mais modernas legislações ambientais do mundo, ela não tem sido suficiente para bloquear a devastação da floresta. Possuímos o Direito Ambiental, como forma de proteção, mas os problemas mais graves são a insuficiência de pessoal dedicado à fiscalização, as dificuldades em monitorar extensas áreas de difícil acesso, a fraca administração das áreas protegidas e a falta de envolvimento das populações locais. Solucionar essa situação depende da forma pela qual os fatores político, econômico, social e ambiental serão articulados.

Outra forma de destruição tem sido os alagamentos para a implantação de usinas hidrelétricas. É o caso da Usina de Balbina, ao norte de Manaus. A baixíssima relação entre a área alagada e a potência elétrica instalada tornou-se um exemplo de inviabilidade econômica e ecológica em todo o mundo, além de ser uma usina de produção de GÁS METANO, grande poluidor da atmosfera terrestre, devido às árvores que foram inundadas e que estão apodrecendo. A atividade mineradora também trouxe graves conseqüências ambientais, como a erosão do solo e a contaminação dos rios com mercúrio.

Outro grande problemas enfrentado pela Floresta Amazônica está na Biopirataria, sendo esta, na atualidade, o grande desafio das autoridades, que ainda não elaboraram um planejamento para conter os diversos casos de genes brasileiros que são surrupiados a olhos vistos do nosso país. Vários principios ativos de plantas, venenos de animais silvestres que são utilzados na fabricação de medicamentos e que não trazem ao Brasil nenhum tipo de retorno financeiro, pois os países que praticam tal atividade ilegal, patenteiam os recursos naturais brasileiros como se fossem os genuínos proprietários, apoderando-se dos Royalties da comercialização. Um caso em especial foi o do Cupuaçu, quase patenteado pelo Japoneses, não fossem os protestos de grupos ambientalistas que abriram os olhos dos nossos políticos, que infelizmente quase deixaram acontecer esse absurdo.

Mais de 12% da área original da Floresta Amazônica já foram destruídos devido a políticas governamentais inadequadas, modelos inapropriados de ocupação do solo, aliados à pressão econômica, que levou a uma ocupação desorganizada e ao uso não-sustentável dos recursos naturais. Segundo estimativas oficiais, até 2020 a Amazônia terá perdido 25% de sua cobertura nativa.


CAATINGA

Ocupando quase 10% do território nacional, com 736.833 km², a Caatinga abrange os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, sul e leste do Piauí e norte de Minas Gerais. Região de clima semi-árido e solo raso e pedregoso, embora relativamente fértil, o bioma é rico em recursos genéticos dada a sua alta biodiversidade. O aspecto agressivo da vegetação contrasta com o colorido diversificado das flores emergentes no período das chuvas, cujo índice pluviométrico varia entre 300 e 800 milímetros anualmente.

A Caatinga, chamada de "Mata Branca", apresenta três estratos: arbóreo (8 a 12 metros), arbustivo (2 a 5 metros) e o herbáceo (abaixo de 2 metros). A vegetação adaptou-se ao clima seco para se proteger. As folhas, por exemplo, são finas ou inexistentes. Algumas plantas armazenam água, como os cactos, outras se caracterizam por terem raízes praticamente na superfície do solo para absorver o máximo da chuva. Algumas das espécies mais comuns da região são a amburana, aroeira, umbu, baraúna, maniçoba, macambira, mandacaru e juazeiro.


No meio de tanta aridez, a Caatinga surpreende com suas "ilhas de umidade" e solos férteis. São os chamados brejos, que quebram a monotonia das condições físicas e geológicas dos sertões. Nessas ilhas é possível produzir quase todos os alimentos e frutas peculiares aos trópicos do mundo. Essas áreas normalmente localizam-se próximas às serras, onde a abundância de chuvas é maior.


Através de caminhos diversos, os rios regionais saem das bordas das chapadas, percorrem extensas depressões entre os planaltos quentes e secos e acabam chegando ao mar, ou engrossando as águas do São Francisco e do Parnaíba (rios que cruzam a Caatinga). Das cabeceiras até as proximidades do mar, os rios com nascente na região permanecem secos por cinco a sete meses do ano. Apenas o canal principal do São Francisco mantém seu fluxo através dos sertões, com águas trazidas de outras regiões climáticas e hídricas.

Quando chove, no início do ano, a paisagem muda muito rapidamente. As árvores cobrem-se de folhas e o solo fica forrado de pequenas plantas. A fauna volta a engordar. Na Caatinga vive a ararinha-azul, ameaçada de extinção. O último exemplar da espécie vivendo na natureza não foi mais visto desde o final de 2000. Outros animais da região são o sapo-cururu, asa-branca, cotia, gambá, preá, veado-catingueiro, tatu-peba e o sagüi-do-nordeste, entre outros.

· Estudos recentes mostram que cerca de 327 espécies animais são endêmicas (exclusivas) da Caatinga. São típicos da área 13 espécies de mamíferos, 23 de lagartos, 20 de peixes e 15 de aves. Entre as plantas há 323 espécies endêmicas.


Cerca de 20 milhões de brasileiros vivem na região coberta pela Caatinga, em quase 800 mil km2 de área. Quando não chove, o homem do sertão e sua família precisam caminhar quilômetros em busca da água dos açudes. A irregularidade climática é um dos fatores que mais interferem na vida do sertanejo.

Mesmo quando chove, o solo pedregoso não consegue armazenar a água que cai e a temperatura elevada (médias entre 25°C e 29°C) provoca intensa evaporação. Na longa estiagem os sertões são, muitas vezes, semidesertos que, apesar do tempo nublado, não costumam receber chuva.

AMEAÇAS
 
O homem complicou ainda mais a dura vida no sertão, estabelecendo fazendas de criação de gado que começaram a ocupar o cenário já na época do Brasil Colônia. Os primeiros habitantes não entendiam muito sobre a fragilidade da Caatinga, cuja aparência árida denuncia uma falsa solidez. No combate à seca, foram construídos açudes para abastecer de água os homens, seus animais e suas lavouras. Desde o Império, quando essas obras tiveram início, o governo prossegue com o trabalho.

Os grandes açudes atraíram ainda mais colonos, que estabeleceram novas fazendas de criação de gado. Em regiões como o Vale do São Francisco, a irrigação foi incentivada sem o uso de técnica apropriada. O resultado foi a salinização do solo. O problema acaba agravado pelas características da região, com solos rasos e intensa evaporação de água provocada pelo forte calor. A agricultura nessas áreas tornou-se impraticável.

Outro problema é a contaminação das águas por agrotóxicos. Depois de aplicado nas lavouras, o agrotóxico escorre das folhas para o solo, levado pela irrigação, e daí para as represas, matando os peixes. Nos últimos 15 anos do século XX, aproximadamente 40 mil km2 de Caatinga se transformaram em deserto devido à interferência do homem sobre o meio ambiente da região. As siderúrgicas e olarias também são responsáveis por este processo, devido ao corte da vegetação nativa para a produção de lenha e carvão vegetal. Além desses, tem-se a grande quantidade de queimadas que exterminam com os nutrientes do solo, sendo praticada com a agricultura de roça, em muitas áreas do interior do país. Sua principal consequência é a aceleração do processo de DESERTIFICAÇÃO, intenso em áreas como Gilbués, no Piauí.

O sertão nordestino é uma das regiões semi-áridas mais povoadas do mundo. A diferença entre a Caatinga e áreas com as mesmas características em outros países é que, nessas outras regiões, as populações costumam concentrar-se onde existe água. No Brasil, entretanto, o homem está presente em toda a parte, tentando garantir a sua sobrevivência na luta contra o clima.
 
 
Por enquanto é só meus amigos. Continuaremos em um próximo post os belos biomas que possuímos no país. Abraço a todos!

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011 - ENFIM, A NATUREZA!!!

            Olá caros amigos e ilustres visitantes do Impactogeo, espero que estejam gostando das postagens atuais e que continuem mergulhando nesse mundo extraordinário da Geografia, pois a maior riqueza do homem sempre será o poder do conhecimento. Jamais poderão tirar essa riqueza de vocês, isso eu garanto!
           Enfim, o post desse sábado (19/03) vem expor a todos o importante tema da Campanha da Fraternidade de 2011 , que traz a Natureza como ponto principal de discussão: "A Fraternidade e a vida no Planeta." Demorou, mas chegou o momento da Igreja realmente discutir  novamente um tema de suma importância para a sobrevivência do seres nesse planeta. Futuras gerações podem sofrer muito com os desmandos e descasos que ocorrem com o Meio Ambiente.



           Na quarta-feira, 9, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu oficialmente a Campanha da Fraternidade 2011 (CF), que tem por tema: “Fraternidade e a Vida no Planeta” e lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22).
            Esta é a 47ª Campanha da Fraternidade desde que foi criada em 1964.
          A conscientização sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas está entre os principais objetivos da Campanha. A busca de ações que preservem a vida no planeta é outra meta da CF.
          Com 124 páginas e dividido em quatro partes, o texto-base, carro-chefe da CF, apresenta o conteúdo a ser discutido ao longo da Campanha. Na primeira, faz uma análise da realidade procurando estabelecer as causas do aquecimento global e das mudanças climáticas.
           Toca na relação que há entre o aquecimento global e as atividades humanas; questiona o modelo energético do País; denuncia o desmatamento e as queimadas, responsáveis por 50% da emissão de gases de efeito estufa no Brasil; interpela o agronegócio e o atual modelo de desenvolvimento. A Campanha vai alertar, ainda, para a ameaça à biodiversidade e para o risco da escassez de água no planeta.
          A segunda parte do texto-base busca na Bíblia, na teologia e na palavra da Igreja a fundamentação do tema e do lema da CF. Já na terceira parte, aponta diversas atitudes que podem ser tomadas por pessoas, comunidades, governo, empresas e instituições, com o objetivo de preservar a vida no planeta Terra.

MOTIVAÇÃO
             Para o secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, a Igreja é motivada pela fé quando discute temas como o proposto pela CF deste ano. “A fé nos torna específicos numa discussão como essa.
            A nossa fundamentação é teológica e se baseia no próprio projeto de Deus para com a criação e para com o ser humano”, explica dom Dimas. “A ecologia humana é um tema fundamental trazido pelo papa João Paulo 2º e, depois, por Bento 16. De acordo com o papa, o centro do universo está na pessoa humana e, muitas vezes, as políticas públicas não levam em conta esses dois pontos, principalmente as pessoas mais vulneráveis, os mais pobres”, acrescenta.
            Esta não é a primeira vez que a CF aborda o tema meio ambiente. Em 1979, a Campanha discutiu o tema “Preserve o que é de todos”; em 2004, “Fraternidade e Água – Água, fonte de vida”; e, em 2007, a Amazônia foi lembrada: “Fraternidade e Amazônia – vida e missão neste chão”.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Catástrofe no Japão - A Geografia explica

Núcleo da Terra: A usina de força que produz terremotos


Sempre que acontecem grandes terremotos, muitas pessoas acreditam que eles sejam provocados por fatores externos, como fase e posição da Lua ou tempestades solares. No entanto, a fonte propulsora dos terremotos está bem abaixo dos nossos pés e foi criada há bilhões de anos.








Quando os terremotos do Haiti e do Chile aconteceram em 2010, diversas pessoas escreveram para nós acreditando que era possível prever os abalos simplesmente relacionando-os às fases da Lua. Agora, passado mais de um ano dessas duas tragédias, alguns especularam que os tremores estariam associados à forte atividade solar, observada quase que simultaneamente.

Infelizmente, isso não é verdade. Se assim o fosse, a previsão dos devastadores terremotos e tsunamis estaria tremendamente facilitada, pois bastaria observar as fases da Lua e a atividade solar para ter elementos suficientes para se prever terremotos. Sonhar é bom!



Fases da Lua
No caso das fases da Lua, o mito surge da ideia de que a força gravitacional provocada pelo nosso satélite, tanto de atração como de repulsão, seriam capazes de influenciar o movimento das placas tectônicas, onde ficam assentados os continentes, as cidades e os oceanos. Isso acontece por que muitas pessoas, ao saberem de um forte terremoto olham a fase da Lua, que coincidentemente pode estar cheia ou não. Se em dois ou três terremotos a Lua estiver cheia, relacionarão erroneamente que a Lua cheia provoca terremotos.

No entanto, esses observadores esquecem que todo ano existem cerca de 12 Luas Cheias. Se considerarmos que todo ano também acontecem aproximadamente 150 terremotos com magnitude acima de 6.0 graus, fica fácil verificar que os tremores acontecem em qualquer fase da Lua, seja ela cheia, nova, minguante ou crescente.

É certo que a atração gravitacional exercida pela Lua tem alguma influência nas camadas mais profundas da crosta e do manto e em alguns casos pode até provocar microssismos, mas não há evidências de que podem disparar terremotos.

Por outro lado, como as fases da Lua influenciam diretamente nas marés oceânicas, alguns estudos mostram que em algumas áreas costeiras podem ocorrer microssismos, neste caso disparados pela força da maré e não pela atração gravitacional da Lua.


Tempestades Solares
Outra teoria imediatamente lançada pelos leigos quando acontecem terremotos é a da influência das tempestades solares, principalmente quando essas acontecem antes de grandes eventos. Neste caso, o raciocínio é mais complexo, mas também incorreto.

A ideia é de que as partículas lançadas pelo Sol interagiriam com a magnetosfera terrestre e também com o magnetismo gerado no núcleo da Terra. Isso, de alguma forma alteraria o magnetismo terrestre a ponto de afetar a movimentação das placas tectônicas.

É importante destacar que não existe qualquer estudo científico que afirme isso e os poucos trabalhos que existem na tentativa de relacionar a influência solar aos terremotos são bastante frágeis e inconclusivos. Até o presente momento, a única influência das tempestades solares sobre nosso planeta está restrita às camadas mais altas da atmosfera, especialmente a ionosfera.

Da mesma forma que as fases da Lua, os terremotos acontecem e sempre vão acontecer, esteja o Sol apresentado instabilidades ou não.

Por outro lado, a teoria das tempestades solares é a que mais se aproxima do modelo adotado cientificamente para explicar os terremotos. Não devido aos humores do Sol, mas por citar a fonte geradora do campo magnético terrestre, o núcleo planetário. É ali que todo o processo tem início e foi criado desde os primeiros momentos da formação do nosso planeta, há 4.5 bilhões de anos.






Correntes Convectivas
Além do campo magnético, o núcleo terrestre é o responsável diretamente pelos tremores de terra sentidos aqui na superfície. A alta temperatura criada nas profundezas da Terra produz correntes de convecção em toda a parte líquida no interior do planeta. Isso faz com que o magma, localizado no topo da astenosfera, se movimente. Como as placas tectônicas estão à deriva sobre o magma incandescente, essas também se movimentam, levando consigo os continentes e provocando a colisão, afastamento e deslizamentos entre as placas.










O núcleo da Terra
O núcleo terrestre é formado por duas regiões. A mais interna é sólida e muito quente, formada por um grande cristal de ferro altamente denso, chamado núcleo interno. Esse núcleo, por sua vez, é envolvido por uma camada líquida, de consistência pastosa e quase sólida, formado entre outros elementos, por ferro, níquel e silício.

O calor no interior do núcleo sólido atinge cerca de 6 mil graus e ainda é remanescente desde a época da formação do nosso planeta. Ao que tudo indica, esse calor é mantido até os dias de hoje graças ao constantemente decaimento dos isótopos radioativos.


Campo Magnético
Os modelos atuais também mostram que é o movimento de convecção do material do núcleo externo ao redor do núcleo interno a causa da formação do campo magnético terrestre. Esse campo se propaga por mais de 60 mil quilômetros no espaço, criando uma região chamada de magnetosfera, capaz de desviar as partículas carregadas que foram ejetadas pelo Sol.

Como vocês podem verificar meus amigos, a Geografia sempre está em nosso cotidiano, sempre podendo explicar aquilo que nossos olhos veem mas não entendem. Sempre que surgirem dúvidas em relação à Geografia pode visitar o Impactogeo que você sempre terá o melhor! Abraço a todos! Até o próximo post.

Artes: no topo, fotos aéreas da cidade de Sendai, na costa nordeste do Japão, horas depois que um tsunami atingiu a localidade, em 11 de março de 2011. Na sequência, Lua Cheia e Tempestade Solar. Dois objetos sempre lembrados para explicar os terremotos. Acima, corte transversal da Terra e esquema das correntes convectivas, que movimentam as placas tectônicas. Créditos: Agência Kyodo/Apolo11.com.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Aprenda como funciona o Canal do Panamá

Saudações amigos do Impactogeo!!! Já tiveram a curiosidade de saber como funciona o Canal do Panamá? Se a resposta foi positiva, pode ter certeza que suas dúvidas acabaram, pois trouxe um post com uma perfeita explicação sobre o funcionamento desta importante hidrovia que liga o Oceano Atlântico e o Oceano Pacífico.  Curtam bastante e até o próximo post ok. Abraços!!!

O Canal do Panamá é talvez a hidrovia mais importante do mundo, ligando através de 82 km de extensão os oceanos Atlântico e Pacífico.





O canal foi inaugurado em 15 de agosto de 1914 e representou um trunfo estratégico e militar importantíssimo para os Estados Unidos, além de revolucionor os padrões de transporte marítimo na época.

Antes de sua construção, a rota mais rápida para se viajar de barco de Nova York à Califórnia era pelo Cabo Horn, no sul da América do Sul, uma rota longa e perigosa.

Desde sua inauguração, mais de 920 mil viagens foram completadas, com tempo médio de trânsito de 9 horas.


O funcionamento
Para que uma embarcação consiga atravessar os 82 km que separam os dois oceanos é necessário trafegar pelo ístmo do Panamá, a faixa de terra que liga a peninsula ao continente. Devido à topografia da região, é necessário "escalar" 26 metros até atingir o lago Gatún e em seguida, do outro lado, descer novamente até o nível do mar.


Para fazer esse trabalho são usadas as eclusas, diques que se enchem de água e permitem a descida e elevação de embarcações.

O Canal do panamá tem dois grupos de eclusas no lado do Pacífico e um no lado do Atlântico. No lado Atlântico, as portas de aço das eclusas triplas de Gatún têm 21 m de altura e pesam 745 toneladas cada uma.

O lago Gatun, 26 metros acima do nível do mar, é alimentado pelo rio Chagres, onde foi construída uma barragem para a formação do lago.

A imagem abaixo mostra o caminho que um navio faz para atingir o oceano Pacífico, desde sua entrada próximo à cidade de Cólon, do lado do Atlântico.



Ao entrar em uma das eclusas de Gatún a água é bombeada para dentro dos diques, que se enchem e elevam a embarcação até o lago Gatún, 26 metros acima.

O navio segue pelo lago até atingir as eclusas de Pedro Miguel, que se esvaziam até se igualarem ao nível do Lago Miraflores, 16.5 metros acima do nível do mar e 9.5 metros abaixo do nível anterior.

Dentro do lago Miraflores, a embarcação trafega até atingir as eclusas de Miraflores, que reduzem ainda mais o nível da embarcação, até atingir novamente o nível do mar, desta vez próximo à Ciudad de Panamá, capital do país, já do lado do Pacífico.


Veja câmeras ao vivo do Canal do Panamá !

Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/curiosidades.php?posic=dat_20061006-095111.inc

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Tempestade solar deve atingir a Terra até quarta-feira.

Dois eventos solares em andamento devem causar manifestações na alta atmosfera terrestre nas próximas 72 horas. Imagens captadas pelo satélite SOHO mostram um grande buraco coronal no disco solar, além de duas manchas solares de grande porte rotacionando suas faces em direção à Terra.


Dados computados pelo Space Weather Prediction Center, SWPC, órgão ligado à Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA, indicam que existem até 30% de chances de ocorrências de auroras boreais nas latitudes mais elevadas e até 10% de probabilidades nas latitudes médias do planeta. O motivo seria um grande buraco na coroa solar, que sopra partículas eletricamente carregadas em direção à Terra.

Enquanto a maior parte dessas partículas vindas do Sol são bloqueadas ao se chocarem contra a magnetosfera da Terra, outra parte é desviada em direção aos polos. Isso provoca as chamadas auroras boreais, luzes multicoloridas, principalmente esverdeadas, produzidas pela ionização do gás presente na alta atmosfera do planeta.

Apesar do nome remeter à uma possível catástrofe cósmica, os buraco coronais são eventos comuns e consistem de áreas onde a coroa solar é mais escura, fria, e possui densidade de plasma abaixo da média que a região ao redor. Nestas regiões, as linhas do campo magnético, por serem unipolares se estendem indefinitivamente no espaço ao invés de retornarem ao Sol, permitindo que parte do material da coroa vaze. Quando o a face do buraco está voltada em direção à Terra, o material ejetado é soprado em direção ao planeta, em um fenômeno conhecido como "vento solar".

Além do buraco coronal registrado nas imagens do satélite SOHO, a presença de duas manchas na face visível da estrela também deve provocar interferências aqui na Terra.



De acordo com o SWPC, existe até 15% de chances de que essas manchas, batizadas de 1087 e 1088, causem flares solares de Classe M até quarta-feira, dia 14 de julho.

Rajadas (ou flares) dessa categoria são considerado como de média intensidade e provocam fortes perturbações na alta atmosfera terrestre, principalmente a ionosfera, e são responsáveis por provocar blackouts de radiocomunicação que afetam diretamente as regiões polares.

Fotos: No topo, imagem feita pelo Observatório Solar e Heliosférico SOHO no comprimento de onda de 195 Angstroms (ultravioleta) mostra o buraco coronal e as manchas solares 1087 e 1088, como vistas em 12 de julho de 2010. Acima, imagem animada captada pelo mesmo satélite mostra o desenvolvimento das duas mancha solares, que devem provocar tempestades solares de classe M até quarta-feira, dia 14 de julho. Crédito: SOHO/ESA/NASA/APOLO11.COM.